Governo Bolsonaro quer retirar direitos do programa Jovem Aprendiz

Parceria entre IEL e SENAI Goiás, Programa Jovem Aprendiz, promove vagas de emprego para jovens / Alex Malheiros

Parceria entre IEL e SENAI Goiás, Programa Jovem Aprendiz, promove vagas de emprego para jovens / Alex Malheiros

Programa criado nos anos 2000 foi responsável pela inserção de milhões de jovens no mercado de trabalho

Emenda apresentada pelo governo pode retirar benefícios e contribuição para previdência. Organizações e movimentos são contra a aprovação da medida

Ingressar no mercado de trabalho não é uma tarefa simples. As empresas exigem experiência, qualificação e habilidades dos candidatos, dificultando a procura de quem busca pelo primeiro emprego. Criado para ajudar adolescentes e adultos nesta missão, o programa Jovem Aprendiz foi responsável por abrir as portas para o mercado de trabalho.

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Segundo pesquisas, mais de 80% das pessoas com ensino superior possuem emprego

Apesar do sucesso da medida, o governo Bolsonaro apresentou à Câmara dos Deputados um projeto que pretende retirar os direitos de quem participa do Jovem Aprendiz. A emenda à Medida Provisória cria o Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip), que acaba com o vínculo empregatício.

No modelo proposto pelo governo, a contribuição das empresas para a Previdência passa a ser facultativa e benefícios, como vale-transporte e vale-alimentação podem ser eliminados.

Após a apresentação do projeto, o Ministério Público do Trabalho divulgou um manifesto contrário à proposta. Além do órgão, mais de 300 movimentos e organizações assinaram uma carta que pede para que a emenda não seja aprovada.

Nos últimos anos, o programa foi responsável por incentivar a empregabilidade e a formação continuada de jovens de 14 a 24 anos. Desde que criada, a Lei da Aprendizagem já beneficiou mais de 3,5 milhões de jovens brasileiros com o acesso ao primeiro emprego.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), 76% dos egressos que concluíram a aprendizagem estavam trabalhando ou estudando e 30% faziam as duas atividades.

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