A Missão do Brasil na ONU acaba de decidir encerrar a participação presencial do país este ano na Assembleia Geral, devido à contaminação por Covid-19 do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
Os diplomatas foram orientados há pouco a não ir mais a partir de amanhã para a sede da ONU.
Isso deverá produzir uma cena inédita: a bancada do Brasil ficará sem nenhum diplomata durante os trabalhos da Assembleia Geral, sendo provavelmente a única vazia.
Ele permanece nos Estados Unidos para cumprir a quarentena por 14 dias, em isolamento, em um hotel.
Queiroga, que é médico, protagonizou um espetáculo deprimente ao mostrar o dedo médio (ou Pai de Todos) a manifestantes presentes ao hotel em que a comitiva estava hospedada. Para o ministro, “quem fala o que quer, ouve o que não quer”.Protesto em Foz do Iguaçu vai reunir servidores públicos de todo o Paraná no “Dia do Basta!”
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Queiroga estava empenhado em elaborar parecer visando desobrigar uso de máscara para quem estiver vacinado ou já tenha sido contaminado, conforme determinação do presidente da República. Na visão de Bolsonaro, o uso de máscara deve ser obrigatório apenas para quem esteja infectado com a Covid-19. Dias antes, na CPI da Pandemia, Queiroga defendeu o uso de máscara contra Covid-19.
Apesar de pessoas que tiveram a Covid-19 desenvolverem anticorpos para a doença, esta proteção não é considerada definitiva, diante do risco de reinfecção e das variantes do novo coronavírus. A orientação dos órgãos de saúde é que mesmo pessoas que já tenham tido a Covid-19 precisam se vacinar contra a doença.
