Por Claudio Siqueira*
“Todo efeito inteligente tem em sua consequência também uma causa inteligente”.
Frase de um dos maiores físicos e cosmologos do mundo, o cientista Stephen Hawking.
Declaradamente ateu, Hawking afirma em um dos seus livros que “Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física”. Porém é notória a contradição desse posicionamento com a primeira frase, quando à analisamos no campo da lógica, nos remetemos a vários questionamentos, que particularmente me trouxeram até a Intelligent Design Theory (Teoria do Desenho Inteligente), que emprega os métodos comuns usados por outras ciências para concluir que muitas características do Universo e dos seres vivos são mais comumente explicadas por uma causa inteligente e não por um processo não guiado, como a seleção natural.
Embora seus defensores neguem conexões a questões religiosas, quase sempre enfatizando-a como imbuído de caráter puramente científico, o Desenho Inteligente retém em seus alicerces uma forma moderna do tradicional argumento teleológico para a existência de Deus.
Como toda teoria, o Design Inteligente se apóia em três argumentos primários:
1. Complexidade Irredutível: Refere-se ao fato de a vida ser composta de partes interligadas que dependem umas das outras para que sejam úteis. A mudança em uma parte apenas por mutação, por exemplo, não poderia ser responsável pela eficiência de toda estrutura.
2. Complexidade Específica: Apresenta que seria impossível que padrões tão complexos, como os presentes nos seres vivos, tenham se desenvolvido através de processos do acaso.
3. Princípio Antrópico: Acredita que a existência e desenvolvimento da vida na Terra requerem que tantas variáveis estejam perfeitamente harmonizadas, que seria impossível que todas as variáveis chegassem a ser como são apenas pelo acaso. Se nosso planeta fosse um pouco mais próximo ou distante do Sol, as condições para existência de vida seriam inviáveis.
Causas inteligentes são necessárias para explicar as complexas e ricas estruturas da Biologia, e que estas causas são empiricamente detectáveis. Certas características biológicas desafiam o padrão darwiniano de “coincidências fortuitas”. Elas parecem haver sido desenhadas. Uma vez que o desenho necessita, logicamente, de um desenhista inteligente.
É valido lembrar que toda teoria é também uma hipótese, uma conjectura, uma opinião formada diante de um fato. Vai de cada um escolher no que acreditar.
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*Claudio Siqueira é um cidadão iguaçuense com sotaque da fronteira.
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