O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que segue no Senado, e defendeu o uso de remédios sem eficácia comprovada para tratar da doença. As declarações foram feitas a apoiadores do presidente na manhã deste sábado
Bolsonaro disse que a hidroxicloroquina, um medicamento sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19, é a alternativa do momento. Sobre a CPI, ele reclamou das críticas contra o uso de outro remédio: a cloroquina. E sugeriu que esses medicamentos, que são baratos, não são usados por pressão da indústria farmacêutica, que quer dinheiro.
— A CPI, só se fala em cloroquina. Mas o cara que é contra não dá alternativa. Tenho certeza que alguém tomou hidroxicloroquina aqui. Alguém tomou hidroxicloroquina aqui? — perguntou Bolsonaro, que não usava máscara e promovia uma aglomeração entre seus apoiadores.
— Eu — responderam alguns apoiadores.
Ele também voltou a dizer que será o último a tomar a vacina contra a Covid-19. E, como já havia feito outras vezes, deu a entender que nem todas as mais de 400 mil mortes no Brasil foram em decorrência da doença:
— Tem que enfrentar o vírus. Lamento as mortes. Dificilmente alguém não tem um parente que morreu de covid, ou de suspeita de covid. Tudo é suspeita de covid.
Leia mais:
Belgas retornam aos bares e cafés
Bolsonaro repetiu uma série de declarações que costuma dar, como a defesa do voto impresso, e também voltou a fazer críticas à imprensa e a governadores e prefeitos que adotaram medidas restritivas para frear o avanço do vírus.
















