Itaipu Lança Iniciativa Cozinhas Solidárias Sustentáveis em Parceria com o Governo Federal

Protocolo de intenções visa instalação de biodigestores e equipamentos de cocção limpa em sete cozinhas solidárias

Fotos: Marcos Labanca/Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional e autoridades do Governo Federal assinaram, nesta quarta-feira (2), um protocolo de intenções para a implementação da iniciativa Cozinhas Solidárias Sustentáveis. O evento, realizado em Foz do Iguaçu (PR), visa fornecer equipamentos de “cocção limpa” e instalar biodigestores em sete cozinhas solidárias, incluindo uma na própria cidade.

O protocolo foi assinado durante o encontro do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20, com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a ministra da Mulher, Cida Gonçalves, além do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Este projeto está alinhado com o Programa Cozinha Solidária do Governo Federal, que busca promover a segurança alimentar e a sustentabilidade, em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Enio Verri ressaltou a importância do projeto para a transição energética, destacando que as cozinhas solidárias servirão como protótipos para um modelo que pode ser expandido para até 100 unidades. “A Itaipu assume essa missão como uma obrigação, determinada pelo presidente Lula”, afirmou Verri.

A iniciativa também foi apoiada pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, cuja mensagem foi lida por Silvana Vitorassi, assistente da diretoria da Itaipu. Ela enfatizou os riscos que mulheres e meninas enfrentam ao buscar fontes de energia e alimentos, destacando a relevância do projeto para a proteção e empoderamento dessas comunidades.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e outras autoridades presentes reiteraram a importância da colaboração entre o setor público e privado. “A verdadeira transformação social exige um diagnóstico preciso das desigualdades e a implementação de políticas públicas inclusivas”, destacou Alexandre Silveira.

As sete cozinhas selecionadas para receber os biodigestores foram escolhidas com base na capacidade de oferta de refeições e espaço para instalação. As unidades são:

Além dos biodigestores, a iniciativa incluirá a instalação de placas solares para garantir a produção de energia elétrica nas cozinhas, criando um ciclo sustentável de produção e consumo.

A ação é parte de um esforço mais amplo para combater a fome e promover a segurança alimentar no Brasil, alinhando-se com discussões globais sobre transições energéticas. Com essa iniciativa, espera-se melhorar a oferta de refeições para populações vulneráveis e fomentar uma economia circular nas comunidades atendidas.

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