Enio Verri agradeceu a dedicação dos empregados e lembrou que a missão da Itaipu vai além da produção de energia.
O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, reuniu o corpo funcional na manhã desta quarta-feira (12) para realizar um balanço referente aos dois anos de sua gestão, iniciada em 10 de março de 2023 após nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a reunião, Verri expressou gratidão pela dedicação dos empregados e enfatizou que a missão da Itaipu vai além da simples geração de energia. “A Binacional é uma potência porque temos uma equipe comprometida, talentosa e incansável. O trabalho de todas as diretorias, alinhado a essa dedicação diária dos empregados, é o que nos permite gerar energia com qualidade e levar desenvolvimento para o Brasil e o Paraguai,” afirmou.
O diretor-geral destacou que a empresa está em um momento histórico, com a comemoração dos 50 anos de fundação em 2024 e a marca de 3 bilhões de MWh de energia produzida, solidificando a Itaipu como a maior geradora de energia limpa e renovável do mundo. Além disso, mencionou a entrada da empresa no Livro dos Recordes (Guinness World Records) como uma importante conquista.
Verri apresentou uma série de progressos realizados nos últimos dois anos. Um dos destaques foi o pagamento do Bônus Itaipu, que beneficiou 78 milhões de brasileiros com créditos na conta de luz em janeiro, contribuindo para a redução da inflação no país. “Hoje nós somos uma âncora para o preço da tarifa de energia,” sublinhou.
Outra menção relevante foi o programa Itaipu Mais que Energia, que ampliou suas ações socioambientais para 399 municípios do Paraná e 35 do Mato Grosso do Sul, incluindo a preservação de 9 mil nascentes. “Somente a fase 2 do edital em parceria com a Caixa, lançada em novembro, destinará R$ 400 milhões para projetos sociais ligados à conservação da biodiversidade e bem-estar social,” explicou.
O diretor também abordou o apoio a populações vulneráveis, capacitação de 18 mil servidores públicos e a expansão do Programa de Gestão de Resíduos Sólidos, que agora inclui Unidades de Valorização de Recicláveis (URVs) em 105 municípios da região.
Outro marco destacado foi um acordo histórico que permitirá a compra de 3 mil hectares de terras para comunidades indígenas do Oeste do Paraná, aprovado na última reunião do Conselho de Administração da Binacional.
Em relação à transição energética, Verri mencionou que a gestão atual tem como prioridade apoiar uma transição justa e inclusiva no Brasil. Isso se concretiza em ações como o apoio às reuniões do G20 em Foz do Iguaçu e no Rio de Janeiro, focadas na igualdade étnico-racial.
Itaipu também está investindo R$ 1,3 bilhão na melhoria da infraestrutura de Belém, no Pará, que sediará a COP30 em novembro. Além disso, a empresa avança na implementação de novas tecnologias, como a planta piloto para a produção de petróleo sintético a partir de biogás, com perspectiva de geração de combustível sustentável para aviação (SAF).
No dia 13, será assinada a ordem de serviço para o início das obras da usina solar flutuante no reservatório. “A usina solar flutuante, assim como o SAF e as pesquisas com hidrogênio verde, são apenas alguns exemplos das nossas ações e do nosso compromisso com o futuro,” finalizou Verri.
O diretor ainda anunciou planos para construir um novo centro corporativo, um Centro de Recepção de Visitantes (CRV), além da reforma e ampliação do Edifício da Produção e obras para o campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
