Dois anos sem a professora e sindicalista Viviane Jara, vítima de erro médico

Hospital Municipal de Foz do Iguaçu e Prefeitura foram condenados em primeira instância

Viviane Jara Benitez (in memoriam), presidente do Sinprefi, assina Moção de Aplausos recebida pelo sindicato em 10 de outubro de 2023, na Câmara de Vereadores de Foz. (Foto Assessoria Sinprefi)

O dia 26 de fevereiro marca o segundo aniversário do falecimento da professora e dirigente sindical Viviane Jara Benitez, que tinha 39 anos quando morreu em decorrência de complicações após uma cirurgia de retirada do útero no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. O caso, classificado como erro médico, verificado em reportagens do hospital e da Prefeitura em primeira instância, embora ambas as instituições tenham recorrido da decisão.

A advogada da família, Dra. Solange Silva, informou que uma sindicância interna foi instalada no hospital para investigar o incidente. No entanto, o juiz responsável pelo caso leva em conta a documentação apresentada, incluindo o prontuário médico, suficiente para comprovar o erro. O caso também foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina e ao Ministério Público para apuração.

Na época, o diretor do Hospital Municipal, André Di Buriasco, comunicou que o mecanismo foi suspenso de suas funções. A mãe de Viviane, Dona Doraci Jara, expressa sua dor e indignação: “Ela era uma menina muito atenciosa. A cada ano sem ela, sinto essa perda mais intensamente. A justiça é um rompimento, mesmo que ela não volte.”

Liderança sindical

Viviane Jara Benitez foi eleita presidente do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) em setembro de 2022, após obter mais de 90% dos votos. Antes, atuou como diretora de políticas sindicais e tinha formação em Pedagogia, com pós-graduação em Alfabetização e Educação Infantil. Seu legado como líder sindical é marcado por sua dedicação à defesa dos direitos dos educadores.

A nova presidente do Sinprefi, Viviane Fiorentin Dotto, reflete sobre a perda: “Ela queria muito estar à frente do sindicato. Sentimos sua falta em cada pauta, sempre a lembrar na nossa luta.”

Entenda o caso

Viviane passou por uma cirurgia eletiva no dia 16 de fevereiro de 2023, mas as consequências levaram a uma segunda cirurgia de emergência. A família foi informada de seu falecimento dez dias depois, causado por uma parada cardíaca. Um ano após sua morte, familiares e amigos realizaram um ato em frente ao Hospital Municipal para exigirem a responsabilização dos envolvidos.

Após dois anos, o legado de Viviane Jara permanece vivo na memória de todos que a conheceram, destacando a importância da luta pela justiça e pelos direitos dos educadores.

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