Foz do Iguaçu, PR – A qualidade do serviço de coleta de lixo e o aumento recente da taxa cobrada dos moradores passaram a ser alvo de questionamento na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Um requerimento apresentado por vereador pede esclarecimentos à Prefeitura sobre custos, gestão e financiamento do sistema de resíduos sólidos na cidade.
O pedido formal solicita informações detalhadas sobre os valores arrecadados e os gastos com a coleta e transporte do lixo nos anos de 2025 e 2026. A proposta também levanta dúvidas sobre a eficiência do serviço em alguns bairros, onde moradores relatam falhas na execução.
“Identificamos que em alguns locais o serviço não está sendo bem feito. Queremos entender se o valor cobrado condiz com o serviço prestado”, afirma Evandro Ferreira, vereador e autor do requerimento.
O documento questiona ainda se a operação do serviço apresenta déficit ou superávit, além de cobrar a existência de relatórios públicos que garantam transparência na aplicação dos recursos. Um dos pontos centrais é saber se a taxa de lixo arrecadada está sendo utilizada exclusivamente para custear o serviço.
Além da questão financeira, o requerimento também aborda políticas públicas relacionadas ao setor, como ações de coleta seletiva, reciclagem e redução de resíduos. A existência de parcerias com cooperativas de catadores e iniciativas privadas também entrou no radar da Câmara.
O texto agora aguarda resposta do Executivo municipal, que deverá apresentar os dados e justificar a situação apontada pelos parlamentares.
O debate expõe uma tensão recorrente nas cidades: o cidadão paga mais, mas nem sempre vê retorno na qualidade do serviço.
Quando o tema é lixo urbano, a discussão vai além da coleta. Envolve transparência, justiça tarifária e políticas públicas que tratem o problema de forma estrutural — da geração ao destino final dos resíduos.
