Arthur Zanetti, campeão olímpico, anuncia aposentadoria da ginástica artística

Com uma carreira repleta de conquistas, Zanetti encerra ciclo após 27 anos dedicados ao esporte; atleta planeja seguir como professor e treinador.

Foto: Divulgação

Arthur Zanetti, um dos maiores nomes da ginástica artística do Brasil, anunciou sua aposentadoria do esporte neste domingo (12). O atleta de 34 anos, que já havia planejado sua saída antes dos Jogos Olímpicos de Paris-2024, compartilhou a decisão durante o programa “Esporte Espetacular”, da TV Globo.

“Chegou o ponto final na carreira de atleta. Por mim, eu continuaria, mas é preciso ter bom senso, tanto da mente quanto do corpo. A decisão foi difícil, mas meu corpo está falando e eu preciso respeitar. Não quero me tornar uma pessoa idosa que não consegue sair da cama por causa de dores”, disse Zanetti.

O atleta, que conquistou o primeiro ouro olímpico do Brasil na ginástica artística nas argolas em 2012, em Londres, destacou a importância dessa vitória. “Foi a maior conquista da minha carreira. Estarei para sempre gravado como campeão olímpico”, afirmou.

Zanetti enfrentou uma série de lesões, incluindo uma no braço esquerdo que exigiu cirurgia, o que o impediu de competir em Paris. “Quando fiz a cirurgia, pensei: ‘Quero continuar’. Mas percebi que meu corpo já não estava respondendo como antes. Os últimos três anos me mostraram que era hora de olhar para frente e buscar novos caminhos para a ginástica”, explicou.

Com um currículo impressionante que inclui um ouro e três pratas em Mundiais, além de seis medalhas em Jogos Pan-Americanos, Zanetti também se destacou como comentarista e árbitro. Ele revelou que deseja continuar na ginástica como professor e já foi convidado a treinar no ginásio de São Caetano do Sul.

“Foram 27 anos dedicados à ginástica. E ainda tenho muito a oferecer. Pode contar comigo”, concluiu Zanetti.

O atleta disputou três Olimpíadas, sendo o primeiro latino-americano a conquistar ouro nas argolas em Londres 2012, e também trouxe a prata para casa nas Olimpíadas do Rio em 2016. Na última edição, em Tóquio, não conseguiu medalha, mas seu legado permanece como um dos maiores da ginástica nacional.

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