{"id":29580,"date":"2025-07-18T17:31:23","date_gmt":"2025-07-18T20:31:23","guid":{"rendered":"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/?p=29580"},"modified":"2025-07-18T17:31:23","modified_gmt":"2025-07-18T20:31:23","slug":"o-que-e-esperancar-quando-o-amanha-e-sorte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/es\/o-que-e-esperancar-quando-o-amanha-e-sorte\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 esperan\u00e7ar, quando o amanh\u00e3 \u00e9 sorte?"},"content":{"rendered":"<p><strong>*Por Victor E. Santos \u2013 Opini\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nExiste um ditado popular profundamente enraizado na cultura brasileira: <b>\u201cA \u00fanica certeza da vida \u00e9 a morte\u201d<\/b>. Curto, direto e fatalista, ele sintetiza de forma contundente a efemeridade da exist\u00eancia. Para muitos, pode parecer apenas uma express\u00e3o folcl\u00f3rica, mas para determinados grupos sociais no Brasil, essa \u00e9 uma realidade concreta e cotidiana.<\/p>\n<p>A frase de A\u00edlton Krenak, intelectual ind\u00edgena do povo Krenak, ressoa com esse mesmo esp\u00edrito. Em uma entrevista, ao perceber o riso do entrevistador, ele dispara: <b>\u201cN\u00e3o sei por que voc\u00ea ri para mim, ainda estamos em guerra.\u201d<\/b> Essa declara\u00e7\u00e3o, quando posta em di\u00e1logo com o ditado popular e com a obra de Abdias do Nascimento, <i>O Genoc\u00eddio do Negro Brasileiro<\/i> (1978), revela um fio hist\u00f3rico cont\u00ednuo: a constru\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro se deu \u00e0 custa da exclus\u00e3o, exterm\u00ednio e controle das popula\u00e7\u00f5es negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Desde 1530, com o in\u00edcio do ciclo escravista no Brasil, o amanh\u00e3 para negros e ind\u00edgenas passou a ser uma quest\u00e3o de sorte ou, muitas vezes, uma impossibilidade. Se a \u00fanica certeza era a morte, ent\u00e3o o futuro se tornou exce\u00e7\u00e3o. E mesmo em 2025, essa realidade permanece. O que temos, portanto, \u00e9 um exterm\u00ednio prolongado, um genoc\u00eddio estruturado para se perpetuar no tempo.<\/p>\n<p>Sueli Carneiro, em sua tese de doutorado (2023), trabalha com o conceito de <b>dispositivos sociais de racializa\u00e7\u00e3o<\/b>, que sustentam a continuidade das viol\u00eancias do colonialismo escravista. Tais dispositivos podem ou n\u00e3o ser institucionais, e daremos \u00eanfase \u00e0queles geridos pelo Estado. Vejamos tr\u00eas exemplos principais: a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>Frantz Fanon e Cida Bento, intelectuais negros oriundos das ci\u00eancias da psiqu\u00ea, defendem que as estruturas coloniais de gest\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o perpetuadas mesmo no p\u00f3s-independ\u00eancia. As delegacias, escolas e hospitais continuam operando sob as mesmas l\u00f3gicas de exclus\u00e3o e controle. Fanon define isso como <b>\u201cconfigura\u00e7\u00e3o colonialista\u201d<\/b>: o passado escravista \u00e9 atualizado e sofisticado pelas institui\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas.<\/p>\n<h3><b>O racismo institucional na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>O Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), mesmo sendo refer\u00eancia mundial por sua gratuidade e princ\u00edpio de equidade, n\u00e3o escapa dessa l\u00f3gica. Raquel Rodrigues da Silva Barbosa, Cristiane Souza da Silva e Arthur Alves Pereira Sousa demonstram, em <i>Vozes que ecoam: racismo, viol\u00eancia e sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra<\/i> (2021), como o racismo institucional persiste:<\/p>\n<p><b>\u201cNos servi\u00e7os de sa\u00fade, o racismo institucional pode ser observado na restri\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0 sa\u00fade pela popula\u00e7\u00e3o negra, diferen\u00e7as significativas no cuidado a doen\u00e7as predominantemente negras, como, por exemplo, a anemia falciforme, na qualidade da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e na falta de inclus\u00e3o da quest\u00e3o racial na educa\u00e7\u00e3o permanente dos profissionais. Vale ressaltar que um dos princ\u00edpios b\u00e1sicos do SUS \u00e9 a equidade, ou seja, os servi\u00e7os de sa\u00fade devem ofertar tratamentos adequados e diferenciados, visando reduzir as vulnerabilidades sociais que, no caso da popula\u00e7\u00e3o negra, s\u00e3o causadas pelo processo hist\u00f3rico de exclus\u00e3o social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e cultural a que foi submetida.\u201d<\/b><\/p>\n<p>O trabalho de Barbosa et al., mesmo que n\u00e3o seja pioneiro na an\u00e1lise de que as institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade no Brasil s\u00e3o racistas, demonstra um par\u00e2metro interessante: essa realidade n\u00e3o est\u00e1 presente em um passado colonial, mas sim, em um presente constante. O rapper Emicida sintetiza essa cr\u00edtica na m\u00fasica <i>Boa Esperan\u00e7a<\/i> (2017):<\/p>\n<p><b>\u201cAi, nessa equa\u00e7\u00e3o, chata, pol\u00edcia mata, plow! \/ M\u00e9dico salva? N\u00e3o! Por qu\u00ea? \/ Cor de ladr\u00e3o!\u201d<\/b><\/p>\n<p>Se inserirmos uma an\u00e1lise interseccional \u2013 de ra\u00e7a, g\u00eanero e classe \u2013 o quadro torna-se ainda mais perverso. Em 1986, o Geled\u00e9s \u2013 Instituto da Mulher Negra denunciava a proposta de Benedito Pio da Silva, do governo Maluf, de controle da natalidade da popula\u00e7\u00e3o negra para manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia branca. Um caso emblem\u00e1tico, entre tantos.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o, a exclus\u00e3o tamb\u00e9m tem ra\u00edzes profundas. Desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1824, o ensino era reservado aos <b>\u201ccidad\u00e3os brasileiros\u201d<\/b> \u2013 um grupo do qual ind\u00edgenas e negros estavam exclu\u00eddos. S\u00f3 ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o, em 1985, e por press\u00e3o dos movimentos negros, come\u00e7aram mudan\u00e7as significativas. No entanto, desde 2016, vemos ataques diretos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, prejudicando principalmente a juventude negra perif\u00e9rica. Heloise da Costa Silva, Aline Pereira da Costa e Carlos Henrique dos Santos Martins nomeiam essa realidade como <b>necroeduca\u00e7\u00e3o<\/b> (2020): uma educa\u00e7\u00e3o de morte. Vinculados \u00e0 raiz conceitual de Achille Mbembe, <i>Necropol\u00edtica<\/i> (2016), Heloise da Costa Silva et al. exp\u00f5em que a realidade educacional p\u00fablica no Brasil para corpos racializados \u00e9 uma realidade de nega\u00e7\u00e3o \u2013 de seus conhecimentos, de sua mem\u00f3ria, de sua identidade, corporeidade \u2013 nega\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia, promovendo assim, uma morte f\u00edsica, simb\u00f3lica e social.<\/p>\n<p>A juventude negra perif\u00e9rica, muitas vezes inserida em contextos de viol\u00eancia policial, neglig\u00eancia familiar e aliciamento pelo crime, encontra na escola a reprodu\u00e7\u00e3o das mesmas viol\u00eancias que vive nas ruas. N\u00e3o h\u00e1 acolhimento, apenas exclus\u00e3o. Para esses jovens, a escola n\u00e3o representa futuro, a n\u00e3o ser na sorte e na exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><b>A seletividade penal e o desafio de esperan\u00e7ar<\/b><\/h3>\n<p>Na seguran\u00e7a p\u00fablica, os n\u00fameros falam por si. O relat\u00f3rio <i>Pele Alvo<\/i> (2021), da Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, demonstra que, em todos os estados analisados, a porcentagem de negros mortos por interven\u00e7\u00e3o policial supera a porcentagem de negros na popula\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-29594 size-full\" src=\"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Tabelas.jpg\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"692\" \/><\/p>\n<p><strong>*Fontes:<\/strong> SSP-BA, SSPDS-CE, SSP-MA, SEGUP-PA, SDS-PE, SSP-PI, ISP-RJ, SSP-SP. Elabora\u00e7\u00e3o: Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a. *Somat\u00f3rio de pretos e pardos conforme o crit\u00e9rio estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). *<i>O estado n\u00e3o forneceu dados discriminados por cor ou ra\u00e7a.<\/i><\/p>\n<p>O sistema prisional tamb\u00e9m escancara o racismo estrutural. Segundo o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (2024):<\/p>\n<p><b>\u201cO sistema prisional brasileiro escancara o racismo estrutural. Se entre 2005 e 2022 houve crescimento de 215% da popula\u00e7\u00e3o branca encarcerada, houve crescimento de 381,3% da popula\u00e7\u00e3o negra. Em 2005, 58,4% do total da popula\u00e7\u00e3o prisional era negra; em 2022, esse percentual foi de 68,2%, o maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica dispon\u00edvel. Em outras palavras, o sistema penitenci\u00e1rio deixa evidente o racismo brasileiro. A seletividade penal tem cor. No que diz respeito \u00e0 faixa et\u00e1ria, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o encarcerada continua sendo de jovens entre 18 e 29 anos, compondo 43% do total. No ano de 2021, esse percentual era de 46,3%; a ligeira queda, contudo, n\u00e3o muda o cen\u00e1rio geral. O perfil da popula\u00e7\u00e3o encarcerada \u00e9 o mesmo da popula\u00e7\u00e3o que mais morre: jovens e negros.\u201d<\/b> (F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, 2024)<\/p>\n<p>O ciclo \u00e9 perverso: a juventude negra que n\u00e3o encontra acolhimento na escola \u00e9 empurrada para a pris\u00e3o ou para a morte. A frase popular <b>\u201ca \u00fanica certeza da vida \u00e9 a morte\u201d<\/b> torna-se, ent\u00e3o, n\u00e3o apenas uma met\u00e1fora, mas um retrato cruel da realidade.<\/p>\n<p>Diante disso, o que significa esperan\u00e7ar? Paulo Freire nos ensinou que a esperan\u00e7a precisa ser ativa, precisa se mover. Mas como esperan\u00e7ar quando a sorte \u00e9 o que define se um jovem negro chegar\u00e1 vivo ao fim do dia? Como esperan\u00e7ar quando o amanh\u00e3 \u00e9 exce\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Esperan\u00e7ar, neste pa\u00eds, \u00e9 um ato radical, insurgente. \u00c9 manter vivo o desejo de reexist\u00eancia em meio \u00e0 necropol\u00edtica. \u00c9 transformar o grito em palavra, a dor em den\u00fancia, o corpo em territ\u00f3rio de luta.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>___<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>Victor E. Santos \u00e9 professor de hist\u00f3ria e editor da Revista Nzinga: Di\u00e1logos acad\u00eamicos e lutas sociais dos movimentos negros, perif\u00e9ricos, ind\u00edgenas e mulheristas.<\/em><\/p>\n<p><strong>____________________________________________<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>As opini\u00f5es expressas neste artigo s\u00e3o de responsabilidade do autor (a) e n\u00e3o reflete necessariamente a nossa pol\u00edtica editorial. O Fronteira Livre adota os princ\u00edpios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo cr\u00edtico e independ\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Victor E. Santos \u2013 Opini\u00e3o Existe um ditado popular profundamente enraizado na cultura brasileira: \u201cA \u00fanica certeza da vida \u00e9 a morte\u201d. Curto, direto e fatalista, ele sintetiza de forma contundente a efemeridade da exist\u00eancia. 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