{"id":29367,"date":"2025-07-13T20:03:31","date_gmt":"2025-07-13T23:03:31","guid":{"rendered":"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/?p=29367"},"modified":"2025-07-13T20:03:31","modified_gmt":"2025-07-13T23:03:31","slug":"a-favela-nao-venceu-ou-pelo-menos-nao-por-meio-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/es\/a-favela-nao-venceu-ou-pelo-menos-nao-por-meio-da-educacao\/","title":{"rendered":"A favela n\u00e3o venceu! Ou pelo menos, n\u00e3o por meio da educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>*Por Victor E. Santos &#8211; Opini\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao observarmos a crescente representatividade de indiv\u00edduos negros \u2014 e, por vezes, ind\u00edgenas \u2014 em setores da sociedade que historicamente lhes foram vedados, como canais de alta relev\u00e2ncia na m\u00eddia e pap\u00e9is de destaque em produ\u00e7\u00f5es culturais, muitos podem interpretar essa mudan\u00e7a como um avan\u00e7o estrutural. Essa percep\u00e7\u00e3o, por vezes, alimenta a problem\u00e1tica ideia de que o Brasil estaria superando suas ra\u00edzes coloniais e racistas. Contudo, \u00e9 fundamental analisar a historicidade desses processos e questionar se eles n\u00e3o se configuram, em grande medida, como superficiais, buscando, de certa forma, encobrir a perpetua\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias institucionalizadas e sociais contra corpos racializados.<\/p>\n<p>A intelectual brasileira L\u00e9lia Gonzalez, figura central nas discuss\u00f5es sobre a luta racial no pa\u00eds, j\u00e1 em um de seus textos de 1980, alertava a sociedade brasileira para os riscos de narrativas generalizantes sobre as transforma\u00e7\u00f5es sociais. No per\u00edodo do chamado &#8220;milagre brasileiro&#8221;, marcado por um not\u00e1vel crescimento do consumo para a classe m\u00e9dia branca, o discurso hegem\u00f4nico sugeria que esse progresso alcan\u00e7ava todos os estratos sociais. Nesse contexto, L\u00e9lia Gonzalez reivindicou um espa\u00e7o de debate, analisando os supostos &#8220;avan\u00e7os&#8221; e evidenciando que nenhum deles contemplava as popula\u00e7\u00f5es negras e ind\u00edgenas, que permaneciam em posi\u00e7\u00f5es subalternas. Em sua an\u00e1lise, ela pontua:<\/p>\n<p>&#8220;Imagens positivas s\u00e3o aquelas em que os negros desempenham pap\u00e9is sociais a eles atribu\u00eddos pelo sistema: cantor e\/ou compositor de m\u00fasica popular, jogador de futebol, mulata. Em todas essas imagens, h\u00e1 um elemento comum: a pessoa negra \u00e9 vista como um objeto de entretenimento. Essa tipifica\u00e7\u00e3o cultural dos negros tamb\u00e9m assinala outro elemento comum condensado em atributos corporais: for\u00e7a\/resist\u00eancia f\u00edsica, ritmo\/sexualidade.&#8221; (Gonzalez, 2021 [1980])<\/p>\n<p>Este processo simbolicamente pouco se alterou desde ent\u00e3o. Basta questionarmos: quantos intelectuais negros e negras s\u00e3o efetivamente estudados nas salas de aula da escola p\u00fablica brasileira? Uma pergunta simples, mas de grande impacto, cuja resposta frequentemente \u00e9 o sil\u00eancio. Ou ainda: quantos professores e professoras negras(os) tivemos ao longo da vida escolar? As imagens representativas da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil persistem restritas a dois polos: o da marginalidade ou o da ascens\u00e3o social por meio da cultura \u2014 esta, muitas vezes, reduzida a um senso comum.<\/p>\n<h3>A educa\u00e7\u00e3o como espa\u00e7o de disputa e o retrocesso recente<\/h3>\n<p>Esses pressupostos hist\u00f3ricos foram mantidos at\u00e9 os dois primeiros governos Lula (2003\u20132011) que, impulsionados pelas reivindica\u00e7\u00f5es do movimento negro, implementaram mudan\u00e7as significativas. Destacam-se as Leis 10.639\/03 e 11.645\/08, que tornaram obrigat\u00f3rio o ensino da hist\u00f3ria e cultura africana e afro-brasileira em todas as disciplinas escolares, e a Lei 12.711\/12, que instituiu o sistema de cotas raciais em universidades e concursos p\u00fablicos. Essas conquistas incidiram diretamente sobre um espa\u00e7o at\u00e9 ent\u00e3o negligenciado para a popula\u00e7\u00e3o negra: a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde a primeira Constitui\u00e7\u00e3o de 1824, a escola p\u00fablica \u2014 em suas diversas configura\u00e7\u00f5es \u2014 nunca foi concebida para a popula\u00e7\u00e3o negra. Em estados como o Rio Grande do Sul, pessoas negras foram inclusive proibidas de frequentar escolas, tanto p\u00fablicas quanto privadas. Essa g\u00eanese de exclus\u00e3o dialoga com a afirma\u00e7\u00e3o de Frantz Fanon ao analisar o lugar do negro no mundo colonial e, por extens\u00e3o, no p\u00f3s-colonial: o negro \u00e9 percebido como algo, e n\u00e3o como algu\u00e9m; consequentemente, os espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o do saber sempre lhes foram negados.<\/p>\n<p>Retomando o discurso atual propagado por setores da m\u00eddia que proclamam: &#8220;A favela venceu&#8221;. Considerando as premissas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas de L\u00e9lia Gonzalez, \u00e9 ineg\u00e1vel que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o pobre e perif\u00e9rica do Brasil \u00e9 negra. Assim, a escola p\u00fablica que atende a esse grupo impacta, prioritariamente, corpos racializados. Se seguirmos essa linha de racioc\u00ednio, as conquistas educacionais entre 2003 e 2011 (e parte do governo Dilma) pareciam indicar um processo de emancipa\u00e7\u00e3o para essas popula\u00e7\u00f5es. De fato, sim. N\u00e3o por acaso, os \u00edndices de acesso de pessoas negras ao ensino superior aumentaram significativamente nesse per\u00edodo. Havia um in\u00edcio de mudan\u00e7a, ainda que superficial \u2014 pois a educa\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o resolve todas as quest\u00f5es sociais brasileiras. Mas esse movimento j\u00e1 gerava inc\u00f4modo entre setores da branquitude que viam seus espa\u00e7os de poder sendo ocupados por corpos historicamente marginalizados. Um exemplo desse desconforto pode ser observado na &#8220;Carta Contra as Cotas&#8221; publicada por setores da USP.<\/p>\n<h3>Ofensiva reacion\u00e1ria e o esvaziamento educacional<\/h3>\n<p>Com o evento de 2016, iniciou-se uma ofensiva reacion\u00e1ria e conservadora que mirou diretamente a escola p\u00fablica. A Medida Provis\u00f3ria 746\/2016, proposta por Michel Temer, e os desdobramentos neoliberais subsequentes na educa\u00e7\u00e3o formalizaram o retorno de escolas moralizantes de cunho militar e c\u00edvico-militar, al\u00e9m do esvaziamento dos curr\u00edculos escolares e da crescente digitaliza\u00e7\u00e3o do ensino. Essas transforma\u00e7\u00f5es impactam de forma direta e profunda a juventude negra perif\u00e9rica.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio atual revela uma juventude negra afetada por esse processo de sucateamento educacional, muitas vezes imersa em um pensamento neoliberal e individualista que deslegitima o trabalho coletivo e propaga a ideia de meritocracia como o \u00fanico caminho de ascens\u00e3o. Essa l\u00f3gica ajuda a explicar a ascens\u00e3o de figuras pol\u00edticas como Guto Zacarias e Fernando Holiday.<\/p>\n<p>A prerrogativa aqui defendida \u00e9 que o discurso de que \u201ca favela venceu\u201d opera como uma cortina de fuma\u00e7a que esvazia o debate fundamental sobre a continuidade do expurgo da negritude, um fen\u00f4meno denunciado por pensadores como Sueli Carneiro e Abdias do Nascimento. Esse discurso, ao inv\u00e9s de celebrar uma vit\u00f3ria coletiva e estrutural, refor\u00e7a um estado de exce\u00e7\u00e3o dentro das realidades perif\u00e9ricas e na psique da juventude negra, em que a vida digna de um indiv\u00edduo parece justificar o sacrif\u00edcio \u2014 ou a morte \u2014 de centenas de outros.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>___<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>Victor E. Santos \u00e9 professor de hist\u00f3ria e editor da Revista Nzinga: Di\u00e1logos acad\u00eamicos e lutas sociais dos movimentos negros, perif\u00e9ricos, ind\u00edgenas e mulheristas.<\/em><\/p>\n<p><strong>____________________________________________<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>As opini\u00f5es expressas neste artigo s\u00e3o de responsabilidade do autor (a) e n\u00e3o reflete necessariamente a nossa pol\u00edtica editorial. O Fronteira Livre adota os princ\u00edpios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo cr\u00edtico e independ\u00eancia.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Victor E. 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