{"id":12210,"date":"2025-09-14T18:21:03","date_gmt":"2025-09-14T21:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/sem-categoria\/biografia-errico-malatesta"},"modified":"2025-09-14T18:21:03","modified_gmt":"2025-09-14T21:21:03","slug":"biografia-errico-malatesta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fronteiralivre.com.br\/es\/biografia-errico-malatesta\/","title":{"rendered":"Biografia: Errico Malatesta"},"content":{"rendered":"<p>Nascido em 1853, <b>Errico Malatesta<\/b> emergiu de uma abastada fam\u00edlia italiana que, entre 1295 e 1528, dominou vasta regi\u00e3o, incluindo a prov\u00edncia de Rimini e partes de San Marino, Pesaro, Ancona, Forl\u00ec e Ravena. Desde a juventude, Malatesta abra\u00e7ou os ideais republicanos de Giuseppe Mazzini. Aos catorze anos, sua indigna\u00e7\u00e3o com uma injusti\u00e7a local o levou a enviar uma carta considerada &#8220;insolente e amea\u00e7adora&#8221; ao rei V\u00edtor Emanuel II, resultando em sua pris\u00e3o em 25 de mar\u00e7o de 1868. Embora seu pai tenha conseguido sua liberta\u00e7\u00e3o, dois anos depois ele foi novamente detido em N\u00e1poles por liderar uma manifesta\u00e7\u00e3o, sendo suspenso por um ano da Universidade de N\u00e1poles, onde estudava medicina.<\/p>\n<p>Em <b>1871<\/b>, ap\u00f3s a <b>Comuna de Paris<\/b>, Malatesta abandonou o republicanismo e aderiu ao anarquismo, ingressando na <b>Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores (AIT)<\/b>, tamb\u00e9m conhecida como Primeira Internacional. Entusiasmado com a efervesc\u00eancia revolucion\u00e1ria da \u00e9poca, ele descreveria a Internacional:<\/p>\n<p>&#8220;Todos entregavam para a propaganda tudo o que podiam, e tamb\u00e9m o que n\u00e3o podiam, pois quando o dinheiro escasseava, vendiam tranquilamente os objetos de suas casas, aceitando com resigna\u00e7\u00e3o as censuras das respectivas fam\u00edlias. Pela propaganda esquec\u00edamos o trabalho e os estudos! Enfim, a <b>Revolu\u00e7\u00e3o<\/b> estava a ponto de eclodir a qualquer momento e consertaria tudo. Alguns acabavam com frequ\u00eancia na cadeia, todavia, sa\u00edam dali com mais energias do que antes: as persegui\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham outro efeito sen\u00e3o consolidar nosso entusiasmo. \u00c9 verdade que as persegui\u00e7\u00f5es daquele momento eram fracas comparadas com as que viriam mais tarde. Naquela \u00e9poca, o regime havia sa\u00eddo de uma s\u00e9rie de revolu\u00e7\u00f5es e as autoridades, r\u00edgidas desde o in\u00edcio com os trabalhadores, em particular no campo, mostravam certo respeito pela liberdade na luta pol\u00edtica, uma esp\u00e9cie de indisposi\u00e7\u00e3o parecida com a dos governantes austr\u00edacos e a dos <b>Bourbons<\/b>, que, todavia, se desfez t\u00e3o r\u00e1pido quanto se consolidou o regime, e a luta pela independ\u00eancia nacional foi relegada a um segundo plano.&#8221;<\/p>\n<p>Nessa fase, Malatesta dedicou-se integralmente \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Italiana, colaborando com <b>Carlo Cafiero<\/b> em jornais como <i>L\u2019Ordine<\/i> e <i>La Campana<\/i> de N\u00e1poles. Abandonou seus estudos para dedicar os pr\u00f3ximos sessenta anos de sua vida \u00e0 <b>agita\u00e7\u00e3o anarquista<\/b>. Sua jornada foi marcada por in\u00fameras pris\u00f5es e combates n\u00e3o apenas na It\u00e1lia, mas em pa\u00edses t\u00e3o diversos como Turquia e Argentina. Ele tamb\u00e9m participou de insurrei\u00e7\u00f5es na B\u00e9lgica, Espanha e em sua pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em <b>1872<\/b>, no Congresso de Saint-Imier, em Berna, Malatesta conheceu <b>Bakunin<\/b>, figura que exerceria profunda influ\u00eancia em seu pensamento e vida. Sobre esse encontro, Malatesta recordou:<\/p>\n<p>\u201c\u2026 e assim fui para a Su\u00ed\u00e7a com <b>Cafiero<\/b>. Encontrava-me enfermo, cuspia sangue e tinha em mente a ideia de que estava <b>tuberculoso<\/b>\u2026 Enquanto atravessava \u00e0 noite o <b>Gotardo<\/b> (naquela \u00e9poca ainda n\u00e3o havia o t\u00fanel, sendo necess\u00e1rio atravessar a montanha coberta de neve em dilig\u00eancia) resfriei-me e cheguei \u00e0 casa de <b>Zurique<\/b>, onde vivia Bakunin, tiritando de febre. Depois das primeiras sauda\u00e7\u00f5es, Bakunin me preparou uma cama e me convidou \u2013 ou melhor, me for\u00e7ou \u2013 a deitar-me, cobriu-me com todos os cobertores que p\u00f4de encontrar e insistiu para que eu descansasse e dormisse. Tudo isso com um cuidado e uma ternura maternal que me chegaram diretos ao cora\u00e7\u00e3o. Quando me encontrava envolto nos cobertores e todos pensavam que eu dormia, ouvi Bakunin dizer coisas admir\u00e1veis sobre mim e comentava melancolicamente:\u2018\u00c9 uma pena que tenha ficado t\u00e3o enfermo, em breve o perderemos; n\u00e3o lhe restam sequer seis meses!\u2019\u201d<\/p>\n<p>Malatesta referia-se a Bakunin como \u201co grande revolucion\u00e1rio, aquele a quem todos n\u00f3s vemos como nosso pai espiritual\u201d. Ele destacava a capacidade de Bakunin em \u201ccomunicar f\u00e9, desejo de a\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio a todos os que tinham a oportunidade de encontr\u00e1-lo\u201d, afirmando que ele tinha \u201co diabo no corpo, e sem d\u00favida o tinha em seu corpo e sua mente\u201d.<\/p>\n<p>Em <b>1873<\/b>, movimentos insurrecionais preparados por Bakunin e Cafiero fracassaram devido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o policial. Malatesta, em Puglia, tentou fugir em uma carro\u00e7a de feno, mas foi reconhecido e novamente encarcerado na pris\u00e3o de Trani. No processo de 1875, sua propaganda pela Internacional continuou, e ele foi absolvido. Em seguida, juntou-se a Bakunin e Cafiero na Su\u00ed\u00e7a. No mesmo ano, contra os conselhos de Bakunin, partiu para a Hungria para participar da insurrei\u00e7\u00e3o de Herzegovina contra os turcos, sendo preso e entregue \u00e0 pol\u00edcia italiana.<\/p>\n<p>Juntamente com Carlo Cafiero e outros militantes, Malatesta preparou uma insurrei\u00e7\u00e3o em Letino, prov\u00edncia de Caserta, em <b>1877<\/b>, que se tornaria um marco na luta social italiana. Ele e seus companheiros distribu\u00edram armas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e queimaram arquivos p\u00fablicos, proclamando o socialismo libert\u00e1rio. Apesar de terem oportunidades de fuga, Malatesta e Cafiero permaneceram no local e foram presos. A a\u00e7\u00e3o durou doze dias, resultando na morte de um policial e no ferimento de outro. No julgamento, todos declararam ter disparado contra os policiais, mas o j\u00fari os absolveu.<\/p>\n<p>De volta a N\u00e1poles em <b>1878<\/b>, Malatesta foi constantemente vigiado pela pol\u00edcia e utilizou sua heran\u00e7a em propaganda anarquista. Partiu para o Egito, onde foi expulso pelo c\u00f4nsul italiano para Beirute, que por sua vez o enviou para Esmirna. A bordo de um navio franc\u00eas, fez amizade com o capit\u00e3o, que o manteve a bordo at\u00e9 a It\u00e1lia. Em Livorno, a pol\u00edcia tentou prend\u00ea-lo, mas o capit\u00e3o se recusou a entreg\u00e1-lo. Finalmente, Malatesta desembarcou em Marselha e seguiu para Genebra, onde auxiliou <b>Kropotkin<\/b> na publica\u00e7\u00e3o de <i>Le Revolt\u00e9<\/i>. Expulso, dirigiu-se \u00e0 Rom\u00eania, depois \u00e0 Fran\u00e7a em 1879. De novo expulso, foi para a B\u00e9lgica e, por fim, para <b>Londres<\/b>, onde se estabeleceu, trabalhando como vendedor de sorvetes e bombons antes de abrir uma oficina mec\u00e2nica.<\/p>\n<p>No <b>Congresso Anarquista de Londres de 1881<\/b>, defendeu a cria\u00e7\u00e3o de uma <b>Internacional Anarquista<\/b>.<\/p>\n<p>Em <b>1885<\/b>, exilou-se na <b>Argentina<\/b>, onde colaborou com os primeiros n\u00facleos anarquistas, desenvolvendo uma ativa propaganda da ideologia e publicando o jornal <i>Questione Sociale<\/i>.<\/p>\n<p>Retornou \u00e0 Europa em <b>1889<\/b>, passando pela Fran\u00e7a, mas logo teve de se exilar novamente na Inglaterra.<\/p>\n<p>Em <b>1913<\/b>, Malatesta foi \u00e0 It\u00e1lia e encontrou-se com <b>Mussolini<\/b>, ent\u00e3o diretor do <i>Avanti<\/i>, um importante jornal oper\u00e1rio. Durante o ano de 1914, dedicou-se a acalmar desaven\u00e7as pessoais entre os anarquistas, entrou em contato com outras organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, realizou confer\u00eancias e encorajou os sindicalistas.<\/p>\n<p>Em Ancona, em <b>1914<\/b>, durante manifesta\u00e7\u00f5es antimilitaristas com a participa\u00e7\u00e3o de Malatesta, a pol\u00edcia abriu fogo, e a popula\u00e7\u00e3o tomou controle da cidade. Os sindicatos decretaram <b>greve geral<\/b>, epis\u00f3dio que ficou conhecido como a <b>\u201csemana vermelha\u201d<\/b>. Contudo, o ex\u00e9rcito interveio. Mussolini, embora apoiasse o movimento em palavras, n\u00e3o agiu concretamente. Malatesta fugiu, n\u00e3o sem antes declarar: \u201cContinuaremos a preparar a revolu\u00e7\u00e3o libertadora que dever\u00e1 assegurar a todos a justi\u00e7a, a liberdade e o bem-estar.\u201d Ainda em 1914, durante a <b>Primeira Guerra Mundial<\/b>, proclamou o <b>Internacionalismo<\/b> e manifestou-se contra aqueles que defendiam a causa aliada, incluindo seu amigo Kropotkin.<\/p>\n<p>Em <b>1920<\/b>, j\u00e1 na It\u00e1lia, Malatesta iniciou negocia\u00e7\u00f5es com os socialistas para impulsionar a revolu\u00e7\u00e3o. A pol\u00edcia tentou provocar desordens e assassin\u00e1-lo. Apesar dos obst\u00e1culos legais, seu jornal <i>Umanit\u00e0 Nova<\/i> alcan\u00e7ou uma tiragem inicial de 50.000 exemplares. Malatesta impulsionou a <b>Uni\u00e3o Sindicalista Italiana (U.S.I.)<\/b>, de forte influ\u00eancia anarquista. No mesmo ano, em Ancona, eclodiu uma insurrei\u00e7\u00e3o, e as f\u00e1bricas foram ocupadas. No entanto, o movimento foi frustrado pelos social-democratas da C.G.T., que negociaram a devolu\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um encontro anarquista em Bolonha, no qual Malatesta discursou, incidentes eclodiram, resultando em v\u00edtimas e feridos entre oper\u00e1rios e policiais. Malatesta e a equipe do <i>Umanit\u00e0 Nova<\/i> foram presos. Em resposta, os protestos se multiplicaram, e atentados fascistas ocorreram. O fascismo, financiado pela burguesia e auxiliado pelo governo, avan\u00e7ava. Em contrapartida, Malatesta incentivou a forma\u00e7\u00e3o de grupos armados para a autodefesa.<\/p>\n<p>Em julho de <b>1922<\/b>, a greve geral foi proclamada pela Alian\u00e7a do Trabalho \u2013 uni\u00e3o de diversos sindicatos estimulados por Malatesta. Contudo, os fascistas reprimiram o movimento com for\u00e7a. Em outubro, ocorreu a <b>\u201cmarcha sobre Roma\u201d<\/b>, e, na pra\u00e7a Cavour, fascistas queimaram um retrato de Malatesta. O jornal <i>Umanit\u00e0 Nova<\/i> foi proibido. Aos sessenta e nove anos, Malatesta retomou sua profiss\u00e3o de eletricista, mas permaneceu sob vigil\u00e2ncia constante da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Em <b>1924<\/b>, lan\u00e7ou a revista <i>Pensiero e Volont\u00e0<\/i>. No in\u00edcio, o fascismo permitia a liberdade de imprensa, mas a censura tornou-se cada vez mais severa, culminando na proibi\u00e7\u00e3o da revista em <b>1926<\/b>. A oficina de Malatesta foi destru\u00edda pelos fascistas, e ele foi obrigado a sobreviver com a ajuda de camaradas, bem como de sua companheira, <b>Elena Mulli<\/b>, e da filha dela, Gemma.<\/p>\n<p>Malatesta passou os \u00faltimos anos de sua vida na It\u00e1lia sob o regime fascista. Durante esse per\u00edodo, correspondeu-se com <b>Makhno<\/b> e criticou veementemente a <b>Plataforma Organizacional dos Comunistas Libert\u00e1rios<\/b>. Ele foi mantido em pris\u00e3o domiciliar e faleceu em <b>22 de julho de 1932<\/b>. O temor que inspirava \u00e0s autoridades era tamanho que, ap\u00f3s sua morte, seu corpo foi jogado em uma vala an\u00f4nima, a fim de impedir que seu t\u00famulo se transformasse em um s\u00edmbolo e ponto de partida para a agita\u00e7\u00e3o dos dissidentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Malatesta teve sua primeira pris\u00e3o aos catorze anos, em 1868, ao enviar uma carta de protesto contra as injusti\u00e7as sociais praticadas pelo rei V\u00edtor Emanuel II.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":12211,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_sub_headline":"","videourl":"","footnotes":""},"categories":[74],"tags":[454,225,226],"class_list":["post-12210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biografia","tag-biografia","tag-historia","tag-memoria"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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