Brasília, DF – A plataforma gratuita de livros digitais MEC Livros teve seu acervo ampliado de 8 mil para 25 mil obras disponíveis. O anúncio foi feito pelo Governo Federal nesta quinta-feira, 23 de abril, durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Livro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lançado há pouco mais de duas semanas, o MEC Livros já ultrapassa a marca de 586 mil usuários cadastrados e soma mais de 276 mil obras emprestadas. O catálogo reúne títulos nacionais e internacionais, incluindo lançamentos, best-sellers, obras em domínio público e conteúdos oriundos de parcerias. A plataforma também permite a conversão de arquivos em PDF para o formato ePub, com foco na melhoria da experiência de leitura digital.
“Precisamos fomentar a leitura no Brasil, a leitura de autores brasileiros e a leitura sobre a história do país. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”, afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante a cerimônia.
Além da ampliação do acervo, a plataforma passará a contar com um novo mecanismo de empréstimo e devolução nos próximos dias. Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo se aplica a leitores que tenham concluído 90% ou mais do conteúdo e desejem encerrar a leitura antes do prazo. Até então, a devolução só era permitida após 14 dias, independentemente do progresso na leitura.
“O processo de ampliação e melhoria do MEC Livros é contínuo. A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam rápido e queriam devolver o livro para poder pegar outro e ler mais ainda. Então, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você também poderá começar a ler o seu livro e, se não gostou, devolver e pegar outro”, explicou o ministro.
O sistema mantém o limite de até dois empréstimos mensais por CPF.
Segundo o presidente Lula, a iniciativa cumpre o papel do Estado na promoção do acesso à cultura.
“Este é o papel do Estado: dar condições para que vocês produzam cultura, para que vocês escrevam livros, e para que vocês, que querem ler, tenham acesso. Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro para o básico. Então, nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo quando não podem comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente para isso”, declarou.
A biblioteca digital foi estruturada com base em critérios de diversidade literária, cultural e linguística. A plataforma oferece recursos como agente de inteligência artificial para recomendações de leitura, painel de acompanhamento de obras acessadas e ferramentas de acessibilidade, incluindo ajustes de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.
O aplicativo também permite personalização da leitura, envio de notificações automatizadas e organização dos títulos por categorias. Ao todo, o acervo contempla cerca de 20 editorias e gêneros, que vão de romance e ficção a histórias em quadrinhos e literatura de cordel.
Durante a cerimônia, também foi assinada a portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036. A iniciativa, elaborada em parceria entre o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura, estabelece metas para ampliar o número de leitores no país. Entre os objetivos está elevar de 47% para 55% a proporção da população com hábito de leitura até 2036, além de ampliar o acesso a livros e fortalecer políticas públicas voltadas ao setor.
