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Com ONU-Habitat, crianças propõem praças para inclusão de imigrantes em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este

Por Amilton Farias
20/10/2023 - 16:59
em Geral
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

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Projetos arquitetônicos foram apresentados nesta semana e entregues às prefeituras municipais, com presença da Secretária de Direitos Humanos e do Secretário de Planejamento e Captação de Recursos de Foz do Iguaçu.

Pensando em tornar espaços públicos em um local de acolhimento entre pessoas, 24 crianças de três nacionalidades – brasileira, paraguaia e venezuelana – foram as responsáveis por idealizar as praças que desejam em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, cidades que dividem a fronteira entre Brasil e Paraguai. Com idade entre 8 e 13 anos, elas participaram das oficinas de Desenho de Espaços Públicos, promovidas pelo projeto Conexões Urbanas, iniciativa do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) que tem apoio da Secretaria das Cidades (SECID) e da Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES).

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As oficinas foram realizadas em agosto na Escola Municipal Olavo Bilac e na Escuela Nuestra Señora del Huerto, nas quais os alunos projetaram uma maquete defendendo as intervenções que queriam nos espaços públicos. Nesta semana, a equipe do projeto retornou aos colégios para apresentar os projetos arquitetônicos que compilam suas propostas.

Os projetos foram entregues às prefeituras municipais, que serão as responsáveis pelo financiamento e implementação da obra. Para facilitar essa ponte, os projetos desenvolvidos em parceria com a Secretaria de Planejamento e Captação de Recursos da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e com a Direção de Relações Internacionais de Ciudad del Este.

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Para a coordenadora local do projeto, Camilla Almeida, os espaços públicos são estratégicos para o tema de imigração, já que servem de apoio para manifestações e apropriações culturais diversas. “O espaço público pode ser o lugar de acolhimento e integração de pessoas de múltiplas nacionalidades. E o que torna um espaço público de fato inclusivo? A participação da população, que vai desde a escuta em atividades participativas, visando consolidar o desenho de um espaço, até o seu uso, estimulando atividades que permitam que intercâmbios culturais aconteçam”, explica.

A secretária municipal de Direito Humanos, Rosa Maria Jerônymo, parabenizou as crianças pelo cuidado com o espaço. “Um espaço público deve ser de todo mundo, e nesse projeto as crianças se reconheceram um aos outros independente da nacionalidade e das suas diferenças”, pontuou.

O evento de apresentação do projeto também contou com a presença do secretário de Planejamento e Captação de Recursos, Andrey Bachixta Dias; e a diretora municipal de Educação Infantil, Eliziane Diesel.

Praça das Nacionalidades – Em Foz do Iguaçu, o projeto trabalhou na região de Três Lagoas, um espaço localizado na periferia, com crescimento da população imigrante e com poucos espaços públicos disponíveis – o que reflete a carência de outros bairros da cidade. A integração de diferentes nacionalidades também permeia o contexto da escola, que tem 13 alunos imigrantes e que já trabalha iniciativas de acolhimento entre eles, integrando as famílias à comunidade escolar.

As 12 crianças que participaram da oficina mesclavam nacionalidades distintas, incluindo brasileiras de famílias estrangeiras. Durante a atividade, as crianças refletiram sobre como o espaço poderia ser um local de atividades de integração – desde uma quadra poliesportiva que permita campeonatos até um espaço aberto que para atividades artísticas e culturais que estimulem a diversidade. Ao final da oficina, o nome proposto pelos alunos foi “Praça das Nacionalidades”.

O projeto respeitou a proposta de usar o espaço público como uma base para apropriação cultural da população local, buscando estimular formas de ativação que promovam essa diversidade. Além disso, espaços como chafariz, parquinhos inclusivos e uma horta comunitária reforçam a convivência na vizinhança.

“Eu achei muito legal fazer esse projeto, porque eu nunca fiz algo sobre imigrantes em outro país. Fizemos uma maquete, um mapa, e escolhemos o que quisemos. Vai ser muito legal pra todo mundo, todas as crianças imigrantes vão poder brincar ali porque é pra todos: japoneses, árabes, argentinos, paraguaios, venezuelanos…”, conta Joaquin Rodriguez, 8 anos, aluno venezuelano do terceiro ano.

“A praça é pra todo mundo, né? Não é privada, é pública, pra todo mundo mesmo. Daí qualquer criança ou pessoa pode vir de qualquer país para aproveitar a nossa praça e também em outros lugares que tem aqui na nossa cidade. Foz é uma cidade que tem bastante turistas, né? Que vem visitar as Cataratas e várias outras coisas da nossa cidade. E a praça vai ajudar muito a acolher pessoas novas que vêm de outras cidades e de outros países”, reflete Yasmim Bogado da Silva, de 10 anos, aluna brasileira do 5º ano.

Praça “Niños del Huerto” – O imaginário urbano de Ciudad del Este remete a seu grande centro comercial. No entanto, a cidade por trás dele apresenta um caráter diferente, com outras vulnerabilidades: o bairro Km 11, onde a escola está localizada, margeia a rodovia e apresenta uma carência de espaços públicos.

O projeto feito com as crianças foi pensado para qualificar o espaço para formas de apropriação que já existem – como quadras de vôlei e futebol, que também são usadas para as festas de San Juan – e outros usos em potencial. Isso está presente na manutenção das quadras e na preservação das árvores locais.

Em Ciudad del Este, crianças priorizaram o uso da praça para potencializar usos que já existem – como a quadra para esportes e festa de San Juan – e promover outros usos potenciais. Crédito: Tâmara Maysa/Fernanda Santos/ ONU-Habitat Brasil.

Além disso, foi proposta uma melhor integração da praça com seu entorno, proporcionando mais segurança para pedestres, iluminação, bancos e outros elementos de mobiliário urbano e banheiros. Parquinho, academia e pista de caminhada também são alternativas para a recreação.

“Com nosso parque, aprendi que o velho pode virar novo. O que eu mais gostei no projeto foi a parte dos esportes e a parte do descanso, porque qualquer pessoa de qualquer tipo pode vir, descansar e aproveitar o parque”, conta Maria Lujan, aluna de 11 anos do quarto ano.

Desenho de Espaços Públicos – Com a metodologia de Desenho de Espaços Públicos, os jovens são incentivados a observar suas comunidades e desenvolver a dupla capacidade de imaginar e projetar soluções para melhorar um espaço público. Para isso, é apresentado um repertório de soluções criadas em todo o mundo, a partir do qual os jovens adaptam, rejeitam ou adotam essas ideias em seus projetos conforme acharem relevante.

A metodologia também oferece um momento de pesquisa de campo, em que os jovens realizam uma caminhada exploratória e conversam sobre aspectos do percurso que lhes chamam a atenção, contando sobre a sua vivência no bairro.

Para projetar soluções, o ONU-Habitat compartilha técnicas descomplicadas de urbanismo e cartografia, que são colocadas em prática com a elaboração de maquetes físicas dos espaços desejados. Posteriormente, são organizados momentos de apresentação dos projetos, mostrando que os jovens são capazes de projetar e defender a mudança que desejam.

No âmbito do projeto Conexões Urbanas, a metodologia já foi aplicada em março (https://bit.ly/OficinasConUrb) na outra região de atuação da iniciativa, incluindo as cidades de Barracão e Bernardo de Irigoyen, na fronteira entre Brasil e Argentina. O relatório está disponível neste link (https://bit.ly/DesEspPublicos).

Conexões Urbanas – Lançado em 2022, o projeto tem como objetivo fortalecer os governos locais através do planejamento e desenho urbano participativo de espaços públicos através de recomendações de políticas públicas, desenvolvimento de capacidades do corpo técnico, compartilhamento de conhecimento e apoio à regeneração de espaços públicos. O projeto atua na fronteira Brasil-Paraguai, nas cidades de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, e na fronteira Brasil-Argentina, com os municípios de Barracão, Bom Jesus do Sul, Dionísio Cerqueira e Bernardo de Iriogyen. Além disso, o projeto engloba duas cidades no Líbano, implementado pela equipe local do ONU-Habitat no país.

Financiado pela Conta de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDA), o projeto já promoveu escutas da população e atores locais, realizou oficinas com autoridades e lideranças dos territórios, e elaborou um diagnóstico dos espaços públicos a partir de metodologias participativas, disponível neste link (https://bit.ly/AvEspaçosPúblicos).

Tags: Geral
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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