O pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB, João Doria Jr., recebeu este valor entre 2014 e abril deste ano, pagos pelo governo estadual.
A gestão tucana de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo pagou R$ 1,5 milhão ao empresário e pré-candidato à prefeitura da capital paulista pelo PSDB, João Doria Jr., por anúncios em sete revistas da Doria Editora, entre 2014 e abril deste ano.
Foi pago por um publieditorial, anúncio em formato de reportagem, de nove páginas na revista Caviar Lifestyle, o valor de R$ 501 mil. A revista tem tiragem de 40 mil exemplares.
Em 15 de janeiro, o governo estadual do PSDB repassou R$ 202 mil por um anúncio de quatro páginas na
revista Líderes do Brasil. Já uma publicação de oito páginas na revista Exame custou R$ 292 mil aos cofres públicos.
Em nota ao jornal Folha de São Paulo, o governo do estado de São Paulo disse que as publicidades veiculadas na Doria Editora usam “os mesmos critérios técnicos levaram a iniciativa privada, outros governos estaduais, entidades de classe e também órgãos do governo federal a veicular anúncios em suas publicações”.
Doria, filiado ao PSDB desde 2001, possui uma relação próxima com o governador Geraldo Alckmin, o qual apoiou na campanha à reeleição no último ano.
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Ainda de acordo com a Folha, na reta final do primeiro turno dessas eleições, Doria organizou um jantar em homenagem a Alckmin em sua casa, com a presença de figuras ilustres do PSDB, como o senador Aécio Neves (MG) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de empresários que foram ao evento demonstrar apoio ao governador.
Outros eventos relatados pelo jornal também demonstram a proximidade de ambos, como a homenagem feita em maio, em Nova York, pelo empresário a Alckmin em um evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), do qual Doria é presidente.
















